quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Como estás!?

Respondo,
quando julgo bem responder,
meio tímido
até mesmo meio rouco
quem bem estou.
Mas faltava um tanto
que acho que agora encontro.

Mas sabe!?
Também não sei se posso achar
pois,
se para achar é preciso algo perder
ou mesmo estar perdido,
Não estava.
achava
que não tinha nada a procurar.

Em fim...
Nesse desencontro
encontrei o que eu não procurava
Acho que achei oq achava-se estar perdido
Pirei no verso de minha libido.

E no estrago que tanta especulação me faz...

Acho que estou bem!

Certo do bem
que tudo isso me faz.


---------------------------------------------------------------



imagem:
http://prophetsound.deviantart.com/

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O que tem me tomado o tempo... muito bem...


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Lirinha recita O Guarda Abilolado e eu... escrevo meio apriguiçado...



http://www.youtube.com/watch?v=EwFYVRiAasM

É que a música,
demais demais de mim
me toma tempo

Passa o vento
feito é tempo
e eu não escrevo

Intão eu volto
meio sem jeito
no rastro de uma rima sem defeito

quase minha...

Bruno Cortezão.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Brinque...



Arrisque um clique na casinha...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Imagem...




http://www.maurenmotta.com.br/userfiles/image/arte%20iq%202.jpg

domingo, 30 de agosto de 2009

Música Música Música... Toquinho...





sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Se eu fosse a Terra - (A Distância pela Saudade)

Se eu fosse essa terra, nada que valesse a pena seria tão longe. Por que as distâncias não seriam problemas matemáticos resolvidos por espaço, dinheiro e velocidade. Mediríamos as distâncias simplesmente pela vontade de estar. Isso traria um grande problema aos cartógrafos, mas acho que até eles seriam mais felizes e não se importariam. se eu fosse essa terra. te cativaria ao meu lado! Mas como apenas ando nela, mas como não sou, eu cresço minha vontade, pra distância não fazer tanta diferença.

Bruno Cortezão

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Onde estão os duendes?

Não escondem mais minhas chaves
Não derrubam mais meu pão
nem puxam meus lençois

Deve ser por que não tenho mais um jardim
nem mesmo um vaso com uma flor
ou uma rosa a ser presente

Deve ser...

Bruno Cortezão

domingo, 16 de agosto de 2009

A TV e EU

Ajustei as imagens
nem tão nítido assim
mas serve ao meu anseio

Sono
e relevo

São assim
as drogas da tv.
Elas têm me vencido constantemente

As vezes nem ligo

Me levanto
e em dois ou três passos
volto a me sentar

Passam mais cinco minutos
E eu me deito

Uma hora
E eu durmo.

Perdi o fim do filme.

Bruno Cortezão

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O Amor no Éter - Adélia Prado

Há dentro de mim uma paisagem
entre meio-dia e duas horas da tarde.
Aves pernaltas, os bicos
mergulhados na água,
entram e não neste lugar de memória,
uma lagoa rasa com caniço na margem.
Habito nele, quando os desejos do corpo,
a metafísica, exclamam:
como és bonito!
Quero escrever-te até encontrar
onde segregas tanto sentimento.
Pensas em mim, teu meio-riso secreto
atravessa mar e montanha,
me sobressalta em arrepios,
o amor sobre o natural.
O corpo é leve como a alma,
os minerais voam como borboletas.
Tudo deste lugar
entre meio-dia e duas horas da tarde.

---------------------------

http://br.geocities.com/edterranova/adelia11.htm

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Imagem do Dia

http://gesell.deviantart.com/gallery/

Lentes

Minha alma,
vejam,
em côncavo
e convexo.

P´ra ela
o mundo
é míope.
Pede que leiam
bem de perto.

Flanela suja
não limpa vidro,
só embaça.

é que as vezes,
só as vezes,
me vejo no espelho.
Me acho
sem graça.

É essa luz
que ultrapassa a janela
e me arranca a máscara.

É sim...
ela é a culpada!

Pois quando tudo está claro
eu sinto meu gosto amargo
de promessas tantas
de prazeres fúteis
de dias serenos
felizes

que agora só vejo
nos meus sonhos
de luneta.

Bruno Cortezão

domingo, 2 de agosto de 2009

Baden Powell - Canto De Ossanha



O homem que diz "dou"
Não dá!
Porque quem dá mesmo
Não diz!
O homem que diz "vou"
Não vai!
Porque quando foi
Já não quis!
O homem que diz "sou"
Não é!
Porque quem é mesmo "é"
Não sou!
O homem que diz "tou"
Não tá
Porque ninguém tá
Quando quer
Coitado do homem que cai
No canto de Ossanha
Traidor!
Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de amor...

Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!...

Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor...

Amigo sinhô
Saravá
Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de Ossanha
Não vá!
Que muito vai se arrepender
Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer
Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer...

Vai! Vai! Vai! Vai!
Amar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Sofrer!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Chorar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Dizer!...

Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Chuva

Nem de longe
Tão cetro
No céu eu vejo a fonte
como cachoeira
descendo entre nuvens
Lava-me
antes do adormecer
p´ra amanhecer
mais belo.
Pra refletir
o sono
no trono.

Bruno Cortezão

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Me escapo um instante

Pescoço
esquerda
direita
cadê?
cadê

Em baixo
Em cima
onde?
onde?

Por dentro
entro
entro
não me acho,
acho.

Me viro,
giro
corro atrás do meu rabo,
mordo.

Aqui estou eu
enroscado em mim.


Bruno Cortezão

quarta-feira, 29 de julho de 2009

André Geraissati - Duas Mãos

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Carinho

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Apagando

Eu até que tentei....
mas tem uma força
que me chama da terra
que invade o corpo
entrando pela nuca.
Saindo pelos poros,
arrebentando os ouvidos,
ferindo meus dedos,
arranhando minha garganta,
quebrando meus ossos,
estalando as juntas,
expremendo meus pulmões,
entrelaçando minhas víceras,
contaminando meu sangue,
cegando meus olhos,
e o mais,
o mais triste,
a maior dor:
destruindo minha memória...

Bruno Cortezão

terça-feira, 7 de julho de 2009

um poema de José Paulo Paes (1926-1998), cujo nome não sei, mas não precisa.

BORBOLETA
Mal saíra do casulo
Para mostrar ao sol
O esplendor de suas asas
Um pé distraído a pisou
(a visão da beleza
dura só um instante
inesquecível)

MINHOCA
A minhoca cavoca que cavoca
Ouvira falar da grande luz, o Sol
Mas quando põe a cabeça de fora,
A Mão a segura e enfia no anzol.

BALADILHA
Morre o boi
quando chega ao fim
a paciência/ bovina
de marcar o capim
de puxar o carro
de servir ao homem
que o mata e come.

Morre o cão
no meio da rua
Sob a luz da lua
a que tanto uivou
Guardou finalmente
o celeiro do homem
mas morreu de fome.

Morre o pássaro
dentro da gaiola
quando é noite e o canto
já não o consola
Pela última vez

canta para o homem
Que, embora livre, dorme…


fonte: http://www.anda.jor.br/?p=934

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Que dia é hoje?

Não foi dessa vez.
Ainda que dessa árvore nasçam frutos
nunca serão tão doces
nem tão fartos
quanto um dia foi o sonho
desse nosso novo pomar.

Também por isso pensei em partir.
Mas que graça agora eu tenho?
se eu não sei de quem fugir?
e eu fico aqui
por ficar.

quem é esse que acorda
todo dia amarrotado
e atrasado se arruma
a correr por seu trabalho.

Quem sou esse que não durmo
sem lembrar que minha cama
antecipa meus espaços
vazios.


do lado que restou
de nós.
Um pouco de desejo
pra sacrificar.
Que é pra manter
meu torpor.

Nada é tão cruel
quanto o tempo.

domingo, 5 de julho de 2009

Para comemorar o 100º post, um apelo:



O gosto da busca

Se você for muito longe,
deixe ao menos seu rastro,
ainda que em leves pegadas...
que eu gosto de te seguir,
e é bom quando demoro a te encontrar.
Desde que eu te encontre.


Bruno Cortezão

terça-feira, 23 de junho de 2009

Augusto dos Anjos - Budismo Moderno

Budismo moderno


Tome, Dr., esta tesoura, e... corte
Minha singularíssima pessoa.
Que importa a mim que a bicharia roa
Todo o meu coração, depois da morte?!

Ah! Um urubu pousou na minha sorte!
Também, das diatomáceas da lagoa

A criptógama cápsula se esbroa
Ao contato de bronca destra forte!

Dissolva-se, portanto, minha vida
Igualmente a uma célula caída
Na aberração de um óvulo infecundo;

Mas o agregado abstrato das saudades
Fique batendo nas perpétuas grades
Do último verso que eu fizer no mundo!


----------------

imagem; filme "Edward mãos de tesoura"

_____________________________________
lembrei logo do velho Edward quando li o poema...
o velho e bom Edward...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

ôoo Sacro!

Santi da
de
na pa
lheira
fo
ouo
go

sa cro
saco

as
titude
de no
varavida

semte
mor

saípromundo
sa
i!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Volta aqui

Volta pra mim
Volta...
Canta de novo em meus lábios
Refaz nos meus olhos as lágrimas
Dança na minha mente
tremendo meus ouvidos
que pedem mais

Pediam...
Mais
não mais.

Chama teus deuses na minha boca
de novo
Clama pelo meu coração que te afaga
e acaricia a silhueta de tua forma
sagaz
traiçoeira
reveladora.

Mostra-me de novo
como eu sou.
pois como sou!?

volta pra mim poesia...
Volta pra mim
poesia.

terça-feira, 19 de maio de 2009

As Paredes e Seus Rumores

Silencio minha voz empostada
canto um tanto rouco
não quero que sempre me escutem
não sempre.

É que as vezes meu grito se espalha
e me desfaz demais.
E os ouvidos das paredes,
não sei onde estão.

Devem de ter boca também.
devem ter.
Quero acreditar que falam de mim.
mas não falam.
Acho que não.
Ainda acredito.

E quando estou bem
de sorriso largo
desses que encantam um bem
que faz um homem comprar flores,
procuro mais paredes
mais ouvidos
mais bocas.

E um pouquinho de silêncio
pra suspirar...

Bruno Cortezão