segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Doce Vitrine

O querer é uma vaidade cruel e indissolúvel
E a a consciência é injusta.
Avalia o que posso e não posso ter sem pedir licença a minha vontade.

Por sorte,
minha vontade se cansou de tanto não poder querer
e selou um acordo de cavalheiros com a consciência:
"eu não me meto no que é seu, você não se mete n o que é meu".

Não funcionou!
Sem a consciência, a vontade se perdeu.
Sem a vontade, a consciência me machucou.

Fizeram então as pazes.
Mas continuam brigando todos os dias por minha felicidade.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A verdade sobre todas as coisas

Poderia hoje cantar qualquer canção
sobrar no espaço feito o vento
dormir nú ao relento.

Tudo que eu fizer fará o mesmo sentido.
Aquele mesmo sentido que não se toca
não se vê
não se entende
não se clama
não se cala.

em fim
não existe.
por que não precisa existir
somente
precisa ser.

Por que os bons sentidos não têm lógica
nem obedecem a mesma ordem de espaço e tempo das coisas naturais
.
Tendo observado que sua natureza não pôde se encontrar neste mundo.

E não faz diferença o que venha a ocorrer neste dia quase novo
afinal tudo faz sentido agora.

e eu nem preciso entender.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

vamos fazer as sete praga do zimferno

1- funk
2- sertanejo universitario
3- eu
4- funk + sertanejo universitario


Bruno Leal says
a terceira sempre eh a pior

**** . says
vdd concordo

q mais
5- internet
ô praga internet
6- sono
7- dor nas perna
cabo

Mariazinha da Adelaide



Let There be More Stars

Today the sky is beautiful, I was hopin’ to see you there …
Flying at the dark night… I wish I could see you there..
Today the sky is saying to me, why don’t you hold him tight?
I answered with a tear in my eye…  he’s so far…

I wish I could see you and then hold you tight
The sky will bring you to me, and see us on the night
Walking on the clouds, feelin’ all the sounds,
 and it sounds to me that I want you to much to stay away from you
and it sounds to me that I want you to much to stay so far away from you

Today the sky talked to me, about my dreams and I didn’t know
That it seems to me, that I want you so hard, that I’m goin’ to see you tonight
Walking on the clouds, feelin’ all the sounds
And it sounds to me that I will never leave you alone

Mariazinha da Adelaide

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cabelos Molhados

 “Sonho que se sonha só é um sonho que se sonha só. Sonho que se sonha junto é um sonho que se realiza junto.”

Cabelos Molhados

Era um palito de fósforo que se acendia naquela noite chuvosa. E aquele cheiro de terra molhada se misturava com a pólvora, com a madeira, com um fio de cabelo queimado pela distração, com a palha úmida e o tabaco barato. Era noite. Como não haveria de ser!? Em uma esquina quase deserta toda a proteção que o jovem poeta tinha era um telhado curto que só abrigava da chuva quando o vento soprava na direção contrária.

Momentos assim funcionam como um termômetro da felicidade de um homem.

O poeta sentiu frio. Então basta dar uns pulinhos por um minuto. E a mesma água que causava desconforto, agora vira um presente capaz de refrescar o corpo e saciar a sede.

A chuva não para.
Ainda sobram uns dois cigarros. E uma descoberta nada surpreendente: os fósforos estão encharcados. - “eu sabia que esse estilo Macgayver não ia funcionar por muito tempo” – Era idiotice insistir em riscar a caixinha (mas é claro que ele tentou por um bom tempo).

A chuva não vai parar.
Um, dois, três e... Correr na chuva é tão bom quanto pizza gelada. Seria melhor se fosse quente, mas perderia toda a graça. Saltar enxurradas como se fossem rios amazônicos. Bueiros que se transformam em precipícios. Marquises que se transformam em Oasis. E a casa... nossa casa... a fortaleza mais resistente do mundo. Nem um dragão de Tolkien seria capaz de destruir a casa de um poeta depois de um banho de chuva.

O banho quente.
Quando mais um homem tem a oportunidade de agradecer pela água que atravessa vales, montanhas e cidades inteiras para chegar exatamente sobre a sua cabeça, abastecida pelo calor de uma eletricidade que provavelmente percorreu um caminho ainda mais longo. Quantos outros homens trabalharam por esse grandioso momento de felicidade. Quantos poetas mais....

E ele até pode se deitar agora, mas também pode desfrutar de um bom chá.

Afinal, tem fósforos secos na gaveta da cozinha, e um bom livro no criado mudo.

Bruno Leal

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

"Deus é brasileiro,
Ele sempre dá um jeitinho."

Bruno Leal

Perna de Pau

Gol!
dinheiro
ponteiro
relógio

Gol!
sem medo
sem jeito
sem ócio

Gol!
de um jeito
que eu finjo
que posso!

Gol!
sem rede
sem bola
não posso.

Então eu toco violão, por que eu não sei jogar futebol!

Mas eu gosto mesmo assim.

Bruno Leal

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Encontrei uma Razão para Morrer

Senti o desejo da morte
forte
como um aviso
 
Senti meu corpo
sendo capaz de atirar-se de um prédio
 
Senti a dor de não fazer sentido
 
Senti medo
 
E senti pressa!
 
Preciso ser rápido
Pra fujir de mim
De todos esses sentidos fracos,
De todos esses motivos fatais.
 
Bruno Castro Cortezão Leal

quinta-feira, 14 de julho de 2011

TrÊs

Olá.

Sim?

Obrigado.

Bruno Castro Cortezão Leal


terça-feira, 12 de julho de 2011

AS VoLtAs

Achei
Eu achei!
Eu!
Achei eu!
Achei!
Achei!
Achei!

...

Droga,
Perdi de novo.

Vou ligar pra mim

tuuuuu
tuuuuu

triiiiim
triiiiim

Oba!
To aqui!

Bruno Castro Cortezão Leal

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Simples

A quem interessar possa,
estou de volta
estranhamente voltando...
de um lugar onde não se pode sair.

a alma presa nas letras
contam histórias e lendas
que não podem ser apagadas

e como opção,
resta deixar a história aqui,
ou continuar a conta-la.

e se a história continua,
Que tenhamos um final feliz!

Bruno Castro Cortezão Leal

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Como estás!?

Respondo,
quando julgo bem responder,
meio tímido
até mesmo meio rouco
quem bem estou.
Mas faltava um tanto
que acho que agora encontro.

Mas sabe!?
Também não sei se posso achar
pois,
se para achar é preciso algo perder
ou mesmo estar perdido,
Não estava.
achava
que não tinha nada a procurar.

Em fim...
Nesse desencontro
encontrei o que eu não procurava
Acho que achei oq achava-se estar perdido
Pirei no verso de minha libido.

E no estrago que tanta especulação me faz...

Acho que estou bem!

Certo do bem
que tudo isso me faz.


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imagem:
http://prophetsound.deviantart.com/

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Lirinha recita O Guarda Abilolado e eu... escrevo meio apriguiçado...



http://www.youtube.com/watch?v=EwFYVRiAasM

É que a música,
demais demais de mim
me toma tempo

Passa o vento
feito é tempo
e eu não escrevo

Intão eu volto
meio sem jeito
no rastro de uma rima sem defeito

quase minha...

Bruno Cortezão.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Brinque...



Arrisque um clique na casinha...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Imagem...




http://www.maurenmotta.com.br/userfiles/image/arte%20iq%202.jpg

domingo, 30 de agosto de 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Se eu fosse a Terra - (A Distância pela Saudade)

Se eu fosse essa terra, nada que valesse a pena seria tão longe. Por que as distâncias não seriam problemas matemáticos resolvidos por espaço, dinheiro e velocidade. Mediríamos as distâncias simplesmente pela vontade de estar. Isso traria um grande problema aos cartógrafos, mas acho que até eles seriam mais felizes e não se importariam. se eu fosse essa terra. te cativaria ao meu lado! Mas como apenas ando nela, mas como não sou, eu cresço minha vontade, pra distância não fazer tanta diferença.

Bruno Cortezão

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Onde estão os duendes?

Não escondem mais minhas chaves
Não derrubam mais meu pão
nem puxam meus lençois

Deve ser por que não tenho mais um jardim
nem mesmo um vaso com uma flor
ou uma rosa a ser presente

Deve ser...

Bruno Cortezão

domingo, 16 de agosto de 2009

A TV e EU

Ajustei as imagens
nem tão nítido assim
mas serve ao meu anseio

Sono
e relevo

São assim
as drogas da tv.
Elas têm me vencido constantemente

As vezes nem ligo

Me levanto
e em dois ou três passos
volto a me sentar

Passam mais cinco minutos
E eu me deito

Uma hora
E eu durmo.

Perdi o fim do filme.

Bruno Cortezão

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O Amor no Éter - Adélia Prado

Há dentro de mim uma paisagem
entre meio-dia e duas horas da tarde.
Aves pernaltas, os bicos
mergulhados na água,
entram e não neste lugar de memória,
uma lagoa rasa com caniço na margem.
Habito nele, quando os desejos do corpo,
a metafísica, exclamam:
como és bonito!
Quero escrever-te até encontrar
onde segregas tanto sentimento.
Pensas em mim, teu meio-riso secreto
atravessa mar e montanha,
me sobressalta em arrepios,
o amor sobre o natural.
O corpo é leve como a alma,
os minerais voam como borboletas.
Tudo deste lugar
entre meio-dia e duas horas da tarde.

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http://br.geocities.com/edterranova/adelia11.htm

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Imagem do Dia

http://gesell.deviantart.com/gallery/

Lentes

Minha alma,
vejam,
em côncavo
e convexo.

P´ra ela
o mundo
é míope.
Pede que leiam
bem de perto.

Flanela suja
não limpa vidro,
só embaça.

é que as vezes,
só as vezes,
me vejo no espelho.
Me acho
sem graça.

É essa luz
que ultrapassa a janela
e me arranca a máscara.

É sim...
ela é a culpada!

Pois quando tudo está claro
eu sinto meu gosto amargo
de promessas tantas
de prazeres fúteis
de dias serenos
felizes

que agora só vejo
nos meus sonhos
de luneta.

Bruno Cortezão

domingo, 2 de agosto de 2009

Baden Powell - Canto De Ossanha



O homem que diz "dou"
Não dá!
Porque quem dá mesmo
Não diz!
O homem que diz "vou"
Não vai!
Porque quando foi
Já não quis!
O homem que diz "sou"
Não é!
Porque quem é mesmo "é"
Não sou!
O homem que diz "tou"
Não tá
Porque ninguém tá
Quando quer
Coitado do homem que cai
No canto de Ossanha
Traidor!
Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de amor...

Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!...

Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor...

Amigo sinhô
Saravá
Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de Ossanha
Não vá!
Que muito vai se arrepender
Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer
Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer...

Vai! Vai! Vai! Vai!
Amar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Sofrer!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Chorar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Dizer!...

Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Chuva

Nem de longe
Tão cetro
No céu eu vejo a fonte
como cachoeira
descendo entre nuvens
Lava-me
antes do adormecer
p´ra amanhecer
mais belo.
Pra refletir
o sono
no trono.

Bruno Cortezão

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Me escapo um instante

Pescoço
esquerda
direita
cadê?
cadê

Em baixo
Em cima
onde?
onde?

Por dentro
entro
entro
não me acho,
acho.

Me viro,
giro
corro atrás do meu rabo,
mordo.

Aqui estou eu
enroscado em mim.


Bruno Cortezão